À frente da Le Pink Collective, a empresária brasileira reúne experiências construídas entre Brasil e Europa para desenvolver um negócio que aproxima design, hospitalidade e cultura

Carol Ferreira faz do repertório uma estratégia de negócio
Texto: Redação Habitare · Fotos: Vitor Rocha
Carol Ferreira aprendeu a observar antes de empreender. Hoje, à frente da Le Pink Collective, esse olhar aparece na forma como escolhe projetos, identifica movimentos de comportamento e transforma referências acumuladas entre Brasil e Europa em novas frentes de negócio.
Sua atuação transita pelo design e pela hospitalidade, mercados que Carol prefere enxergar de maneira conectada. A Le Pink nasceu dessa percepção e cresceu para além da ideia que deu origem à marca. O que começou com experiências em apartamentos de Londres ganhou novos formatos e, em 2021, passou a operar como Le Pink Collective.
A construção desse repertório antecede a empresa. Nascida em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, Carol seguiu para Londres e construiu parte importante de sua formação profissional na capital britânica. Estudou marketing e comunicação e trabalhou em áreas como visual merchandising e buying, além de ter contato próximo com o mercado europeu de luxo.
Mais tarde, essas experiências ganhariam outro significado. Em vez de reproduzir modelos que conheceu fora do país, Carol passou a combinar referências internacionais com uma leitura própria sobre o Brasil e seu design.
É nessa intersecção que está a empresária de hoje. À frente da Le Pink Collective, Carol atua como idealizadora e curadora de uma operação que reúne projetos de hospitalidade criativa, viagens de experiência, consultoria e desenvolvimento de produtos para a casa. As diferentes frentes respondem a uma mesma lógica: criar experiências a partir de uma curadoria capaz de estabelecer conexões entre lugares e pessoas.
O Brasil ocupa posição importante nessa construção. Para Carol, a produção nacional oferece um repertório que pode circular internacionalmente sem precisar assumir códigos estrangeiros para ganhar relevância. Seu olhar para o design brasileiro parte, justamente, da possibilidade de apresentá-lo dentro de contextos contemporâneos e conectados a outros mercados.
Essa visão também ajuda a explicar a presença da Le Pink entre Brasil, Itália e Reino Unido. A atuação nesses mercados amplia o repertório da empresa e aproxima Carol de profissionais, marcas e referências que influenciam novos projetos, experiências e oportunidades de negócio.
Carol ocupa, assim, uma posição que mistura criação e gestão. Participa da concepção das experiências e acompanha a curadoria, ao mesmo tempo em que pensa os próximos movimentos da Le Pink como negócio.
É uma característica que talvez explique por que sua trajetória resista a uma definição única. Carol construiu carreira entre campos diferentes e fez dessa combinação seu espaço de atuação.
Hoje, seu trabalho está atento à maneira como as pessoas querem viajar, receber e se relacionar com o design. É dessa leitura de comportamento que surgem os próximos projetos da Le Pink e também os novos capítulos da trajetória de Carol Ferreira.
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