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6 dicas para aderir à tendência bedscaping e transformar o quarto em um refúgio sensorial e acolhedor
Dicas31 de maio de 2025

6 dicas para aderir à tendência bedscaping e transformar o quarto em um refúgio sensorial e acolhedor

Texto: Central Press | · Fotos: Divulgação

Arquiteto lista orientações para fazer do dormitório um espaço de equilíbrio emocional, promovendo saúde mental e bem-estar no dia a dia

Os números impressionam: uma pessoa passa, em média, um terço  da vida dormindo — o equivalente a cerca de 26 anos, considerando uma expectativa de vida de 80 anos. Além do tempo significativo que passamos no quarto, o ritmo acelerado da vida moderna exige momentos de pausa e reconexão, tornando esse ambiente ainda mais importante para a saúde emocional. É nesse contexto que surge a tendência do bedscaping, que propõe transformar o quarto em um verdadeiro santuário de autocuidado, equilíbrio e serenidade. 

Mais que uma estética agradável, o bedscaping é um convite para criar, de forma consciente, um ambiente que estimule os sentidos e proporcione sensações de conforto e tranquilidade. Ao projetar esse espaço, é importante pensar além da sua função básica. “Não é apenas onde dormimos, mas o lugar onde recarregamos a mente, o corpo e o espírito. Por isso, o bedscaping se tornou tão essencial: ele nos lembra da importância de cuidar da estética e da funcionalidade do ambiente”, explica o arquiteto da GT Building, Fabio Lima

A principal premissa do conceito é simples e relevante: o quarto deve ser o nosso templo particular. Trata-se da arte de compor a cama — e todo o espaço ao redor — de maneira a criar uma atmosfera acolhedora, harmônica e profundamente conectada ao bem-estar.  

Nos últimos anos, o minimalismo ganhou força, com a valorização de ambientes limpos, neutros e multifuncionais, voltados à praticidade e ao chamado “silêncio visual”. A proposta era resgatar o controle emocional e a organização dentro de casa. Com a chegada do maximalismo contemporâneo, no entanto, observa-se um movimento complementar: o lar — especialmente o quarto — volta a ser espaço de expressão afetiva.

Camadas de tecidos, almofadas com diferentes texturas, livros, objetos decorativos e cores mais intensas reaparecem com propósito. O bedscaping atua como uma ponte entre esses dois mundos: é possível ter um quarto acolhedor e visualmente rico, sem que ele se torne caótico ou cansativo”, complementa Fabio. 

O arquiteto enumera algumas orientações práticas, dentro da proposta do it yourself, sempre com a premissa de que o equilíbrio é fundamental. “Compor com intenção, sem excessos gratuitos”, resume o especialista.

Se eu pudesse dar uma dica de ouro, seria: respeite a sua essência. O quarto não deve seguir tendências de forma cega, mas refletir a personalidade, as memórias e o ritmo de quem vive naquele espaço. Uma peça de família, um quadro querido, um livro na mesinha são detalhes que transformam o ambiente  em um 'templo pessoal'. O bedscaping não é um estilo, mas uma abordagem que deve conversar com seu gosto e estilo de vida”, finaliza Fabio. 

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