Restaurante de gastronomia mediterrânea dos chefs Paulo Barros e Salvatore Loi, com a chef Ana Cremonezi, estreia em Pinheiros

Ella | Fitz: Gastronomia Mediterrânea com Jazz em Pinheiros
Texto: Comidah Mídia e Comunicação | · Fotos: Divulgação
O casamento profissional deu certo e, juntos e felizes desde 2016, Paulo Barros e Salvatore Loi decidiram desbravar pela primeira vez outro conceito gastronômico: o de restaurante-bar. À tradição, acrescentaram um swing. À experiência, goles de paixão.
Recorreram à primeira-dama da canção, a um dos maiores escritores americanos e a um coquetel. Ou seja, a Ella, a F. Scott e ao clássico Fitzgerald. Ou ainda, a DNA certeiro, história e atitude. No novo Ella | Fitz, na Rua dos Pinheiros, servem uma Itália sem improvisos, mas com ritmo, liberdade e vigor. E sem a linearidade esperada. Exatamente como o jazz.
Confortavelmente à frente do Modern Mamma (o Moma), quiçá a osteria mais movimentada do país, o chef sardo de mente brilhante, crescido em meio de horta, comendo o que a mamma fazia e escolado na alta cucina, permite-se, desta vez, brincar com aperitivos e pratos para serem compartilhados.
Já o paulistano criado dentro do restaurante do pai, treinado nos Estados Unidos, evoluindo-se restaurateur há 20 anos (isso é, desde a criação do Due Cuochi), se concede o direito de projetar um espaço como o que sente falta no final do dia, no avançar da noite.
A esse time, soma-se ainda o talento da chef Ana Paula Cremonezi Medrano. Ana, além de banqueteira, guarda no currículo casas como o extinto – e premiado – Arola 23 e o Ferra Jockey – este último, localizado no interior do Jockey Club de São Paulo, ela comandou por cinco anos. E, por outros seis, ainda esteve à frente da própria cozinha, em São José do Rio Preto. É dela boa parte das pedidas que estampam o menu.
Per cominciare (ou não!), sugerem-se as croquetas cremosas de lagostinse mascarpone com limão-siciliano confitado . Há também arobata de cordeiro servido com lavash e saladinha de pepino e iogurte, o Terrário de mini legumes, espuma de aspargos e azeitonas desidratadas e o Crudo de Atum com framboesa servido com pistache, hortelã e stracciatella.
Não ficam de fora as boas massas como o agnolotti negro recheado de camarões, creme de prosecco e tomate assado, Botone recheado com creme grana padano e ragu de shitake e linguine fresco com bacalhau crocante e molho de tomate tostado.
Servidos nas panelas, para serem devidamente compartilhados, há risoto de carnaroli alla parmigiana com polpetinhas de linguiça e redução de vinho tinto ou o capellini com frutos do mar com camarões, lula e mariscos. Na travessa, pode vir lasanha verde alla’bolonhesa com mozzarela de búfala e grana padano.
Já para açucarar com elegância, tanto a tarta basca de leite queimado, crumble e sorvete de maçã quanto o mil folhas de banana caramelada e maracujá são imbatíveis.
“O Moma é uma ideia fantástica, mas o Ella é outra coisa. É uma cozinha italiana mais mediterrânea, focada na qualidade e com ares americanizados pela minha vivência de 6 anos dos Estados Unidos”, explica Paulo, que enxerga uma “sofisticação nova-iorquina” no galpão cosy com longo balcão, ligeiramente rústico, altamente charmoso.
“O desafio é trazer conceitos diferentes. É assumir o lado subjetivo, quase descompassado do jazz e levar as pessoas a enxergarem que um restaurante não é linear, não precisa ser entrada, prato e sobremesa. Pode ser petisco e drink, pode até ser italiano e jamais ter música italiana”, pontua Salvatore.
Cozinha à parte, a vocação de bar do Ella | Fitz se evidencia na carta drinks calcada em clássicos, incluindo um impecável fitzgerald (gin, suco de limão, xarope de açúcar e angostura) e variações autorais sobre ele, assim como na carta descomplicada de vinhos, que apresenta mais de sessenta rótulos, alguns com opções em taça e que dialogam com todo o menu.
Expressa-se ainda nas apresentações de trios de jazz que reverberam harmoniosamente pelos 9 metros de pé direito, no serviço casual e na vibe alla SoHo, propositalmente colorida por suntuoso grafite. Projeto é do arquiteto Otávio Sanctis, especializado em restaurantes e que já acompanha a dupla Barros-Loi no Moma.
ELLA | FITZ – @ellafitzristoranti
Veja também

Refúgio com alma mineira: pousada em Monte Verde ganha projeto de atmosfera rústica sofisticada assinado pela arquiteta Paolla Oliveira

Hotéis da Roteiros de Charme estão entre os melhores do mundo no Travellers' Choice 2026 do TripAdvisor
