Fundador da Center Garbin, empresário incorporou o olhar do design à gestão e prepara uma nova etapa do negócio

Quem é Gabriel Garbin, empresário que levou o olhar do design para a gestão
Texto: Redação Habitare · Fotos: Divulgação Gabriel Garbin/
Gabriel Garbin costuma olhar para o que já funciona e fazer uma pergunta: existe uma forma melhor de fazer? O questionamento orienta sua maneira de empreender. Desde 2009, quando fundou a Center Garbin com o irmão Felipe, ele participa da construção de um negócio que cresceu revendo as próprias escolhas.
A empresa nasceu de uma parceria familiar, aspecto que ainda influencia a maneira como Gabriel conduz o trabalho. A confiança e a continuidade ocupam um lugar importante em suas decisões. Ao falar sobre o caminho percorrido, ele divide o mérito com as pessoas que participaram dessa história. “Ela é resultado de muitas pessoas que caminharam e continuam caminhando ao nosso lado.”
Essa visão vem da formação que atribui à família. Foi ali que Gabriel aprendeu a importância da palavra assumida e do compromisso com as pessoas. Os mesmos critérios aparecem na forma como estabelece relações profissionais.
O design entrou em sua vida durante os anos de convivência com a arquitetura. Nesse percurso, Gabriel deixou de associar o conceito somente ao resultado visual. Para ele, design é o pensamento que dá sentido a uma escolha. Levado à gestão, esse raciocínio se tornou uma forma de analisar decisões. “Por que estamos fazendo dessa maneira? Existe uma forma de fazer melhor?”, questiona.
Essa postura também mudou sua relação com o mercado. Ao perceber que um eletrodoméstico permaneceria por anos na casa de alguém, Gabriel deixou de olhar o produto de maneira isolada. A escolha passou a ser compreendida dentro do projeto e da rotina de quem viverá naquele espaço. Entender esse contexto tornou se tão importante quanto conhecer o produto.
O interesse pelas trajetórias de outras pessoas ganhou espaço no Garbin Talks. Nas conversas com profissionais de áreas diversas, Gabriel busca compreender como decisões foram tomadas e de que maneira os erros interferiram no percurso. O projeto se tornou também uma fonte de aprendizado para ele.
Sua atenção à inteligência artificial segue a mesma lógica. Gabriel quer entender como as novas ferramentas poderão transformar as empresas. Enxerga a tecnologia como um recurso para aprimorar processos e apoiar decisões. “Quanto mais a tecnologia avança, mais eu valorizo o lado humano.”
Dezessete anos depois da criação da Center Garbin, o orgulho pelo caminho percorrido convive com certa resistência ao ponto final. “Quero descobrir qual será a próxima Center Garbin”, afirma. E… daqui a dez anos, Gabriel espera olhar para a empresa atual como o registro de uma etapa. A evolução que imagina preserva o caráter familiar do negócio e o vínculo com as pessoas que participaram de sua construção. Para ele, reconhecer o que já foi feito é uma forma de perceber o quanto ainda pode mudar. E para melhor!
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