Habitare
Vinícola UVVA: interiores em silêncio para a Serra do Sincorá falar mais alto
Turismo & Gastronomia29 de abril de 2026

Vinícola UVVA: interiores em silêncio para a Serra do Sincorá falar mais alto

Texto: Redação Habitare · Fotos: Denilson Machado

Interiores assinados pelo GAM Arquitetos reforçam a contemplação e deixam a natureza conduzir a experiência do enoturismo em Mucugê (BA). Texto: Redação Habitare Fotos: Denilson Machado MCA Na Chapada Diamantina, onde o tempo parece correr em outro ritmo, a Vinícola UVVA se revela como um projeto pensado para olhar para fora. Localizada em Mucugê (BA) — cidade histórica de grande relevância cultural — a vinícola UVVA: está posicionada diante da Serra do...

Interiores assinados pelo GAM Arquitetos reforçam a contemplação e deixam a natureza conduzir a experiência do enoturismo em Mucugê (BA). Texto: Redação Habitare Fotos: Denilson Machado MCA Na Chapada Diamantina, onde o tempo parece correr em outro ritmo, a Vinícola UVVA se revela como um projeto pensado para olhar para fora. Localizada em Mucugê (BA) — cidade histórica de grande relevância cultural — a vinícola UVVA: está posicionada diante da Serra do Sincorá, e foi justamente essa presença monumental da paisagem que guiou as decisões do projeto de interiores: minimizar ruídos visuais e construir uma experiência de contemplação, com arquitetura e design atuando como moldura para a natureza. A arquitetura da vinícola foi definida pela arquiteta Vanja Hertcert, especialista em projetos do universo do vinho. Com a base arquitetônica pronta, o GAM Arquitetos assumiu a arquitetura de interiores com um objetivo claro: complementar um empreendimento de enoturismo já estabelecido, qualificando o uso dos espaços para o público visitante e alinhando narrativa, conforto e identidade. Ao iniciar o trabalho, a equipe do GAM Arquitetos entendeu que o protagonismo não deveria estar nos interiores. A premissa foi direta: não competir com o que realmente importa — o lugar. Daí vêm as escolhas de linguagem e materialidade: piso de cimento, concreto aparente em pilares e superfícies, e uma paleta essencial, trabalhada de forma bruta e simples para manter a atmosfera acolhedora sem perder elegância. O briefing pedia um equilíbrio delicado: integrar arquitetura, design e natureza, preservando a harmonia entre rusticidade, tecnologia e brasilidade. A resposta aparece em um desenho de interiores fluido, com poucos elementos e uma curadoria precisa, capaz de sustentar a experiência sem disputar atenção com a vista. O projeto adota uma estratégia que faz diferença em espaços abertos ao público: em vez de multiplicar peças pequenas, o layout foi pensado como grandes salas de estar. Logo na chegada, o visitante encontra dois ambientes amplos, organizados como lounges confortáveis, com mobiliário de maior porte e volumes bem definidos — soluções que dão escala, convidam à permanência e contribuem para o bem-estar. Na área de degustação, a linha se mantém: peças de desenho limpo, sem excessos, assinadas por nomes do design nacional. E, no restaurante, a proposta equilibra dois momentos: a varanda espaçosa, mais descontraída, com lounge baixo e menos formal, e o salão principal, concebido como um grande cubo de vidro — para que a paisagem siga em evidência durante toda a experiência. Um dos pontos de destaque do projeto é a área exclusiva para exposição dos rótulos, desenvolvida com linguagem de galeria. A ideia foi evitar a aparência de loja e reforçar o caráter de visita — criando uma pausa curatorial dentro do percurso, em que o vinho é apresentado como parte de uma narrativa maior, conectada a território, cultura e produção. No subs

Veja também