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Hunter International Forum 2026 começa em São Paulo e reúne grandes nomes da arquitetura para discutir o futuro das cidades e o impacto social do ambiente construído
Eventos01 de outubro de 2026

Hunter International Forum 2026 começa em São Paulo e reúne grandes nomes da arquitetura para discutir o futuro das cidades e o impacto social do ambiente construído

Texto: Revista Habitare · Fotos:

O primeiro dia do evento teve palestras de Arthur Casas, Tatiana Bilbao, Gua Arquitetura, Natureza Urbana, Gehl People e Thomas Heatherwick

O Hunter International Forum (HIF) 2026 deu início a uma semana dedicada à arquitetura, ao design, às cidades e às pessoas com uma programação que reuniu profissionais e escritórios de diferentes partes do mundo no Memorial da América Latina, em São Paulo. No primeiro dia, em 29 de setembro, nomes como Arthur Casas, Tatiana Bilbao, Gua Arquitetura, Natureza Urbana, Gehl People e Thomas Heatherwick colocaram em debate temas que ultrapassaram os limites da arquitetura e envolveram impacto social, espaço público, inovação, natureza e a relação das pessoas com as cidades.

Concebido pelo Architecture Hunter, o fórum propôs uma reflexão sobre o papel da arquitetura na construção do mundo contemporâneo. Ao longo do primeiro dia, as apresentações partiram de diferentes perspectivas para discutir como projetos, edifícios e espaços urbanos poderiam influenciar comportamentos, criar conexões e responder aos desafios sociais e ambientais atuais.

Experiências exclusivas antecederam a programação

A abertura da programação foi marcada por experiências exclusivas que antecederam as palestras. A agenda começou na Icai Artur Casas, com um café da manhã e conversa, seguida de uma visita ao escritório de Marcio Kogan, onde os participantes conheceram seu processo de criação e desenvolvimento de projetos. O grupo também visitou a Cidade Matarazzo, em uma visita guiada conduzida por Adam Kurdahl, da SPOL Architects, que apresentou diferentes momentos da história do complexo, de seus edifícios históricos restaurados às novas intervenções.

Arthur Casas: pesquisa, prática e inovação

O arquiteto Arthur Casas abriu a programação do HIF 2026 com uma apresentação que percorreu sua trajetória profissional, marcada pela curiosidade e pela experiência acumulada ao longo de décadas.

Formado pela FAU Mackenzie, em São Paulo, Casas relembrou episódios de sua formação e carreira, incluindo uma viagem a Brasília aos 19 anos, que despertou seu interesse pela arquitetura. Também falou sobre sua passagem por Nova York e sobre o período em que viveu na Vila Nova Artigas, experiência que contribuiu para sua formação profissional.

Ao abordar sua prática, o arquiteto apresentou projetos em diferentes escalas e segmentos, passando por residências, hotelaria, espaços comerciais, mobiliário e projetos de grande porte, reforçando a relação entre pesquisa, prática e inovação que caracterizou sua trajetória.

Tatiana Bilbao: da arquitetura à construção de cidades mais humanas

A segunda apresentação da manhã ficou a cargo da arquiteta mexicana Tatiana Bilbao, que partiu de uma provocação para discutir o papel da arquitetura: “architecture is an act of care” — a arquitetura como um ato de cuidado.

A partir desse princípio, Bilbao apresentou uma prática voltada à criação de espaços que pudessem ser apropriados pelas pessoas de acordo com suas próprias necessidades, defendendo que a arquitetura deveria funcionar como uma plataforma para a vida, e não como uma prescrição de como um espaço deveria ser utilizado.

Entre os projetos apresentados estavam um santuário marinho no Sea of Cortez, desenvolvido para proteger ecossistemas em vez de colocar animais em exposição, e um mosteiro cisterciense no norte da Alemanha. Os exemplos evidenciaram uma abordagem que relacionou arquitetura, território, natureza e diferentes formas de ocupação.

Gua Arquitetura: arquitetura como ferramenta de impacto social

O debate sobre o impacto social da arquitetura ganhou espaço com a participação do Gua Arquitetura, que apresentou uma trajetória construída a partir da observação das casas ribeirinhas do Pará e das transformações provocadas pelo trabalho do escritório junto às comunidades.

A experiência levou o grupo a compreender de maneira mais profunda o conhecimento acumulado por mestres carpinteiros e trabalhadores locais, incorporando esse repertório à prática arquitetônica.

Durante o HIF 2026, o escritório levou ao palco um desses profissionais, Edson, que compartilhou sua experiência diretamente com o público. Para o Gua Arquitetura, a iniciativa representou uma maneira de ampliar a compreensão sobre o trabalho desenvolvido junto às comunidades e demonstrar como conhecimento e técnica poderiam ultrapassar fronteiras e inspirar outras realidades.

Natureza Urbana: espaços vibrantes para futuros regenerativos

A relação entre arquitetura, natureza e cidade foi tema da apresentação de Pedro Lira e Manoela Machado, da Natureza Urbana.

Os profissionais apresentaram projetos desenvolvidos em diferentes países e contextos, percorrendo uma trajetória que foi de um parque linear em Belém, no contexto da COP30, a um terminal de ônibus e um parque urbano em São Luís, além de outras iniciativas voltadas à transformação dos espaços públicos.

A proposta apresentada partiu da ideia de que espaços públicos poderiam adquirir novos significados quando fossem construídos a partir da escuta das comunidades. A equipe destacou a importância de criar lugares que fossem utilizados pelas pessoas e que, justamente por serem apropriados por elas, despertassem também um sentimento de cuidado e pertencimento.

Gehl People: o comportamento humano como ponto de partida

Na programação da tarde, Rute Nieto Ferreira, da Gehl People, apresentou uma abordagem centrada na relação entre comportamento humano e espaço urbano.

A história da Gehl People remonta a 1966, quando Jan Gehl iniciou sua trajetória investigando a maneira como as pessoas utilizavam os espaços. Essa observação deu origem a uma abordagem de planejamento urbano baseada no comportamento e nas necessidades humanas.

A apresentação destacou como fatores como sombra, conforto, segurança, proteção e possibilidade de permanência influenciavam a maneira como as pessoas ocupavam os espaços públicos.

A pesquisa desenvolvida pela Gehl People já havia sido aplicada em diferentes contextos urbanos, incluindo Xangai, Sydney, Times Square e São Paulo, mostrando como a observação do comportamento poderia contribuir para compreender e transformar a vida nas cidades.

Thomas Heatherwick encerrou primeiro dia com provocação sobre a relação emocional com a arquitetura

O encerramento do primeiro dia ficou por conta do designer e arquiteto britânico Thomas Heatherwick, em uma apresentação baseada em seu livro Humanise.

A provocação central foi uma pergunta: por que tantos edifícios deixaram de provocar alguma sensação nas pessoas?

A partir dessa questão, Heatherwick apresentou uma trajetória marcada pela curiosidade e pela exploração das possibilidades de materiais, formas e inovação, mostrando projetos como Little Island, em Nova York; Zeitz MOCAA, na Cidade do Cabo; e o Centre Culture Business District, em Xi’an.

Em comum, os projetos apresentados procuraram estimular a descoberta e criar experiências que fossem além da beleza formal. Para Heatherwick, um edifício não deveria apenas ser bonito: precisava ser interessante, ter camadas e oferecer elementos que convidassem à descoberta.

A apresentação encerrou o primeiro dia do HIF 2026 reforçando uma das principais questões que atravessaram a programação: como a arquitetura poderia criar experiências mais significativas para as pessoas e contribuir para cidades mais humanas?

Arquitetura para além dos edifícios

Com diferentes perspectivas e escalas de atuação, o primeiro dia do Hunter International Forum mostrou a amplitude do debate contemporâneo sobre arquitetura. Das comunidades ribeirinhas brasileiras aos grandes projetos urbanos internacionais; da preservação ambiental aos espaços públicos; da pesquisa sobre comportamento humano à exploração de novas formas e materiais, as apresentações convergiram para uma discussão sobre o papel da arquitetura na construção de experiências, relações e cidades.

O HIF 2026 foi realizado nos dias 29 e 30 de setembro, com uma programação dedicada a conectar profissionais, ideias e diferentes visões sobre o futuro do ambiente construído.

Patrocinadores e parceiros — HIF 2026

Em sua segunda edição, o HIF foi apresentado por Coral e Deca, contou com patrocínio premium de Arqos, Barts&Co, Líder e Portinari, e teve o apoio de Arkos, Blue3 Heaven e Duratex.

Serviço

HIF 2026

Datas do fórum: 29 e 30 de setembro de 2026 (terça e quarta-feira), das 8h45 às 18h30

Local: Auditório Simon Bolívar — Memorial da América Latina, São Paulo, Brasil

Experiências Exclusivas: 28 de setembro, 1º e 2 de outubro de 2026

Instagram: @architecture_hunter  @hunterinternationalforum

Sobre Hunter International Forum

O Hunter International Forum é o encontro anual da Architecture Hunter — um espaço onde a arquitetura se transforma em conversa.

Nascido da crença de que a América Latina merece uma plataforma de nível internacional para discutir, debater e celebrar o design, o HIF foi criado para colocar perspectivas internacionais e locais em diálogo e posicionar a região como protagonista ativa da cultura arquitetônica global.

A primeira edição aconteceu em agosto de 2025, no MASP — Museu de Arte de São Paulo, reunindo centenas de arquitetos, designers e pensadores durante dois dias de palestras, painéis e experiências compartilhadas.

Sobre Architecture Hunter

A Architecture Hunter é uma plataforma de mídia digital fundada em 2013, nascida de uma profunda paixão pela arquitetura e da crença de que o bom design tem o poder de transformar o mundo.

O que começou como uma página no Instagram evoluiu para uma rede global, com forte presença nas redes sociais, um site dinâmico, um canal no YouTube e experiências imersivas que celebram algumas das vozes mais inspiradoras da arquitetura.

A plataforma é construída sobre quatro pilares fundamentais: inspirar, informar, entreter e educar.

Baseada em curadoria e movida pelo design, a Architecture Hunter tornou-se uma referência global — uma fonte de inspiração, conhecimento e conexão para milhões de apaixonados por arquitetura em todo o mundo.

Hunter International Hunter

@hunterinternationalforum

Informações à imprensa:

Camila Russi

11 98498-4639

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