Construída sem terraplenagem, com a mata nativa e o relevo preservados, a hospedagem em Alto Paraíso de Goiás responde ao brasileiro que quer viajar para desacelerar e se reconectar com a natureza

Na Chapada dos Veadeiros, a Villa Eyá faz da arquitetura uma forma de presença: três residências que acompanham o terreno em vez de moldá-lo
Texto: Vira Comunicação · Fotos: Divulgação
Cada vez mais brasileiros querem que a viagem sirva de pausa. Na pesquisa Previsões de Viagem 2026, da Booking.com, 47% dos viajantes do país dizem que sairiam de férias para ficar mais perto da natureza. O Skyscanner aponta que 87% planejam viagens a regiões de montanha, buscando silêncio e reconexão, e a ALL Accor registra que 59% dos viajantes se sentem desconectados da natureza. Em Alto Paraíso de Goiás, a Villa Eyá, fundada por Elvis DiMatos, parte da mesma percepção, e a resposta começa pelo projeto de arquitetura.
“A gente quis que a casa fosse uma extensão do lugar, e não uma interrupção dele. O hóspede chega e sente isso antes de entender por quê”, afirma Elvis DiMatos, fundador e anfitrião da Villa Eyá.
Construir sem apagar o lugar
A Villa Eyá reúne três residências privadas, Infinito, Abraço e Sorriso, a apenas 5 minutos do centro de Alto Paraíso, a cerca de 3h30 de carro de Brasília. O projeto, assinado pela arquiteta Bruna Medeiros, partiu de uma decisão simples: não terraplenar. Em vez de nivelar o terreno, as residências foram implantadas em cotas diferentes, acompanhando o declive natural. Só saíram as árvores da área exata de cada implantação. As demais foram podadas com precisão para abrir espaço aos decks, e os caminhos naturais de escoamento da água da chuva foram mantidos. A trilha de pedras que leva ao Infinito segue o relevo original.
Uma casa desenhada para o clima e para a vista
O desenho bioclimático orienta varandas e decks para sombrear salas e quartos, e posiciona as aberturas para que a brisa do vale atravesse os ambientes. A água de chuveiros, torneiras e piscinas é aquecida por energia solar, e o reaproveitamento de água abastece o jardim. O perímetro do terreno é cercado com eucalipto, e a Pedra de Pirinópolis, extraída a menos de 400 km, aparece nas escadas, bancadas e caminhos.
Materiais que se tocam, vistas que se repetem
Dentro das residências, a sensação de acolhimento vem de materiais naturais: palha e sisal nas cabeceiras de cama e nas luminárias, madeira na escada flutuante, pedra aparente sob os pés. A vista do vale é o fio condutor, integrando sala, cozinha, deck e piscina de borda infinita desde a entrada. No quarto, a banheira fica de frente para a varanda e para a paisagem. No Infinito, o rooftop e a rede suspensa à beira do vale ampliam o convite à contemplação.
A paisagem faz o resto. O nascer do sol é a marca mais forte da Villa, e araras, tucanos e, às vezes, o mico-leão-dourado aparecem naturalmente, sem iscas ou manejo artificial. No Vale dos Ets, o som dos pássaros divide espaço com a água intermitente que desce no vale em determinada época do ano.
“Quando a arquitetura respeita o que já existe, o hóspede deixa de ser espectador e passa a fazer parte da paisagem. É isso que a gente chama de presença”, completa Elvis.
A Chapada como pano de fundo
Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco desde 2001, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros protege 240.611 hectares de cerrado de altitude e é o parque mais visitado de Goiás. O interesse pela região acompanha o aumento da procura por turismo de natureza no país: em 2025, os parques nacionais brasileiros somaram 13,6 milhões de visitas, acima dos 12,5 milhões do ano anterior, e a Chapada dos Veadeiros aparece entre os dez parques nacionais mais visitados, segundo estudo do ICMBio.
Para quem chega à região, a Villa Eyá oferece o contraponto: um lugar para recolher o que o dia de trilhas e cachoeiras despertou. A poucos minutos do centro de Alto Paraíso de Goiás, a hospedagem permite viver a Chapada com o ritmo de quem desacelera, entre o nascer do sol sobre o vale, o som dos pássaros e três residências que parecem ter sempre estado ali.
Sobre a Villa Eyá
Hospedagem de luxo em Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Veadeiros, a Villa Eyá reúne três residências privadas onde arquitetura, natureza, privacidade e cuidado se encontram. O nome é uma homenagem à expressão que o avô do fundador, Elvis DiMatos, usava ao chegar ao seu local de descanso.
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