Formada em Turismo, a empresária encontrou nos tecidos um caminho profissional que já fazia parte da história da família. Hoje, comanda a Marengo Decor ao lado das filhas Jéssica e Juliana

Susete Zafalon transformou um ofício de família em uma empresa que atravessa gerações
Texto: Redação Habitare · Fotos:
Susete Zafalon cresceu cercada por referências do setor de móveis e tecidos. O pai passou pelo ramo de tecelagem antes de ingressar no mercado moveleiro. Os avós conheciam profundamente o universo das cortinas. Foi com eles que ela aprendeu a calcular metragem, entender modelos e fazer o corte dos tecidos.
Formada em Turismo, Susete começou a vida profissional na loja de móveis da família. O repertório que vinha de casa, porém, logo apontou para outra direção. Há 32 anos, esse conhecimento deu origem à Marengo Decor.
“Meus avós me ensinaram toda a base de que eu precisava para começar. Eles já estavam aposentados, mas compartilharam comigo a experiência que haviam construído ao longo dos anos”, conta Susete.
O nome da empresa veio do primeiro endereço, na Rua Emília Marengo, em São Paulo. Conhecido na região, Marengo acabou permanecendo quando o negócio cresceu. A consolidação aconteceu aos poucos, acompanhando o desenvolvimento do mercado e da própria cidade. Para Susete, havia também um componente bastante concreto por trás daquele movimento: fazer a empresa prosperar e garantir sua continuidade.
A operação cresceu sem abandonar a origem artesanal. Hoje, a Marengo desenvolve projetos de decoração sob medida e mantém produção própria em seu atelier. O domínio dos tecidos segue no centro do trabalho, agora apoiado por uma estrutura construída ao longo de mais de três décadas.
Para Susete, transformar uma atividade manual em um negócio duradouro exigiu persistência e confiança nas pessoas que trabalham ao seu lado. Também pediu disposição para lidar com mudanças sem perder o caráter da empresa. “É preciso acreditar em si mesma e confiar na equipe. Tem que ter criatividade para enfrentar os desafios e, às vezes, ser um pouco 'louca também”, diz, rindo.
O humor aparece com naturalidade na forma como ela fala sobre a própria trajetória. Susete se define como otimista e costuma atribuir à equipe uma parte importante do que a Marengo se tornou.
A família continua presente nessa história. Hoje, Jéssica e Juliana Zafalon trabalham ao lado da mãe e seguem um percurso que começou muito antes da criação da empresa. A chegada das filhas também abre uma nova etapa para a Marengo, agora diante de outros hábitos de consumo e novas formas de morar.
Susete olha para esse futuro com a mesma disposição prática que marcou o início. Quer ver a empresa crescer com a família e acompanhar as transformações do mercado sem perder o vínculo com o trabalho artesanal. O que começou com ensinamentos passados pelos avós ganhou escala, atravessou gerações e se transformou em negócio.
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